Terreiro de candomblé é vítima de intolerância religiosa por parte de evangélicos pentecostais
14/02/2022 - 11:49
Na tarde deste domingo (13/02) por volta da 15h00, integrantes de uma igreja evangélica do bairro Juca Rosa, foram em frente ao terreiro de candomblé Logum Edé e acabou virando caso de polícia.
A mãe de santo Luzanira Silva Santana de 68 anos, conhecida como Mãe Luziene, foi agredida quando tentou impedir um dos evangélicos destruísse um assentamento de Santo na porta da casa.
Segundo informações, além da mãe de santo, o esposo, uma neta e o genro de Luzanira também sofreram lesões.

Além das agressões praticadas, o grupo liderado por um pastor levou até um carro de som para frente do candomblé, os membros do terreiro disseram que eles queriam "exorcizar" declarou a mãe de santo Luzanira.
O terreiro que existe na localidade há mais de 45 anos, sempre foi reconhecido pelas ações sociais no bairro. Integrantes da sociedade de toda região se solidarizaram com o terreiro Logum Edé. O assunto tomou conta das redes sociais e entidades de apoio a religião afro-brasileira já estão tomando providencias legais.

O que diz a lei
No Brasil, a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, alterada pela Lei nº 9.459, de 15 de maio de 1997, considera crime a prática de discriminação ou preconceito contra religiões.
Segundo a Constituição Federal em art. 5º, inciso VI,afirma que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.”
Os membros da Casa prestaram queixa na Delegacia de Polícia Civil que já iniciou investigação.
