Policial que estava com prisão decretada acusado de envolvimento na morte de indígenas se apresenta
30/01/2023 - 14:56

O policial militar que estava com prisão decretada pela justiça, acusado de participar do duplo homicídio dos indígenas Samuel Cristiano do Amor Divino e Nauí Brito de Jesus se apresentou nesta segunda-feira (30/01) no Complexo Policial de Teixeira de Freitas.
O crime aconteceu no dia 17 de janeiro, trecho da BR-101, entre os municípios de Itamaraju e Itabela.
Segundo as investigações, o acusado prestava serviço de segurança privada. Em um imóvel utilizado por ele, na zona rural de Porto Seguro, os policiais apreenderam armas, celulares, rádios comunicadores, entre outros dispositivos eletrônicos.

Foto: Tássio Loureiro / VIA41
Neste sábado (28/01), uma Força Integrada de Combate a Crimes Comuns envolvendo Povos e Comunidades Tradicionais da Secretaria da Segurança Pública, realizou diligências em busca de localizar o acusado, mas não teve êxito na prisão. Já nesta segunda-feira (30), o policial decidiu se apresentar as autoridades na presença do seu advogado.

O delegado Moisés Damasceno coordenador da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior, durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (30), falou que após o crime que vitimou os indígenas, as investigações foram iniciadas e através da identificação de um veículo que pode ter sido usado no duplo homicídio, após análises os investigadores tomaram conhecimento que o carro era usado pelo policial militar de Teixeira de Freitas.
O delegado deixa claro que a motivação do crime ainda não foi identificada, que as investigações ainda estão em face inicial.

O comandante do 8° Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Alexandre Costa, acrescentou que após o policial militar ser ouvido será deslocado para Salvador onde deverá ficar no Batalhão de Choque sobre custódia aguardando a determinação da justiça.

Ainda durante a coletiva de imprensa, o comandante da 7ª Companhia Independente de Polícia Militar, Major PM Vagner Ribeiro, falou da participação na Força Integrada (FI) de Combate a Crimes Comuns envolvendo Povos e Comunidades Tradicionais da Secretaria da Segurança Pública e de apreensões que foram realizadas no mesmo dia que os indígenas foram assassinados.
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